Tuesday, June 24, 2008

o corpo dela estendido no chão. O pior da presença é que ela não cessa em anunicar a ausência.
A gente se habitua à tudo - disse. Fingindo não tremer, perdida.
Até hoje não conseguira chegar à conclusão, se tremia de amor ou de medo. Toda vez assim, igual. Sentia. Tremia.

Você seria incapaz de afundar em toda a merda em que me transformei.

-Do que você está falando?
-Eu não sei cuidar.
-De quem?
-De mim eu sei. De todo o resto.

O corpo dela estendido na cama, nú. Os bicos dos seios rígidos do frio que faz dentro. Uma lágrima de pedra que virara quase um estandarte podre e decadente.
Eu queria poder te mostrar todos os pontos, os cantos, as coisas. Eu queria te mostrar o mundo. O meu mundo. Eu queria ter força e me sentir forte. Mas, na maioria do tempo, só me sinto chata. Branco, as vezes.
Como foi que fiz pra chegar aqui?
Falta-te senso de contrução.
tijolo, tijolo.
A estrutura a desmoronar-se e ela.
ela tremendo no chão.
choras?

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