Thursday, June 26, 2008

as suas roupas misturadas com as minhas. a minha blusa, minha calcinha, enroladas em sua camisa, tantos números maior.
minha boca, minhas palavras, todas infectadas de você.

descobri hoje que entra um vento frio por debaixo da porta da frente da sua cama.
você não estava. Tive vontade de voltar a dormir e deixar o mundo ir, por conta dele, sem mim. Não mais por meu dedo dentro do buraco das formigas, não olhar dentro do mar, sem vento.

o telefone tocou.
que horas são?

o cheiro, o nariz e a boca. As roupas todas com resquícios de você.
o edredon cheio de nós. Cheiro de resto do sexo que fizemos ontem, de dores que sentimos e de noites bem ou mal dormidas. Você me abraçava e sorria.
Não te vi essa noite. Dormias?
Percebo o tamanho que você já faz parte quando vejo esse pequeno gesto: minhas roupas se enroladando com as suas.
e nada que eu possa fazer além de sorrir.

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