Wednesday, January 23, 2008

com(mus)e back mountain

pelas manhãs sinto vontade de escrever de novo. e chega a noite e foi uma imensidão de nada que já estou exausta e esqueci o que queria dizer. e não era nada. é só a vontade de perder o peso figurado que de uns tempos pra cá me dominou. voce dificulta as coisas, disseram.

sou muito afeiçoada as palavras acho. E quando elas me somem, e isso apenas quando as quero encontrar, é de uma violencia tremenda. Preciosista. É que vim da família que o primo semi-letrado diz presença etérea. e o pai utiliza a palavra puta.
e mesmo aqui agora, tenho achado que puta é por si só vulgar demais para se usar. Num blog não lido.

Ouvindo musicas tristes e constantando mais uma vez que o tempo das coisas em mim é mais lento do que a minha própria concepção de tempo. Essa familiaridade com a tristeza é o que me afoga - em mim. nao mais a ingenuidade de se sentir incapaz, mas o medo (sempre) e o peso de ser pesado.

tentar escrever, tornando-se então um exercício, para quem sabe voltar um dia a se sentir confortavel com o simples atos de por palavras, de reutiliza-las, porque cria-las seria por demais pretensão.

quanto nada se vive nessa cidade, meu deus!
e quantas coisas pequenas e bonitas se perdem. Como a moça, de tranças ultrapassadas e discretas, que depois de anos descobriu andar de trem. Tres meses de onibus, indo e vindo do mesmo lugar, e incapaz de apanhar o trem pelo simples medo de se perder.
De onde? féfé. (e os trens já não fazem o som da boca na garrafa, hoje em dia. Do vento.)
Chegou 'a estação.
E as arvores, os trilhos velhos e as contruções capengas pelo caminho. Não para trás, porque me ficam, mas pelo caminho.

As vezes acho que fiquei sufocada por um sonho maior que o mundo nesses anos. Um pesadelo, as vezes acho, mas sou por demais preciosista pra me permitir ser racorosa com as palavras. Acordo e me deparo comigo. Ainda semi deitada na cama em que preparei. A cama ainda quente, do lado vazio e do preenchido. Sabe-se lá quanto tempo dormia. Acordada, desfiz as tranças.

soy loca por ti america.

fé que vai algo dentro.
e agora dei para ouvir novos baianos outra vez, pela manhã, enquanto um pão e um café. outro. E dançar com os novos gatos que me rossam o pé nesses dias. Quando choro, me olham. Outro dia saí apenas porque wanderleia começou a ronronar em meu pé, quase como se dissesse, vai.
e fui.