Sunday, October 28, 2007

Ato II

Era calor, e era um dia qualquer. A blusa que não usava há mais de um ano, sem qualquer razão agora ia justa ao seu corpo. Olhou e achou graça. Contrastando com o novo tênis que usava agora e dizia muito sobre esses dias.
era o seu corpo. E era o meu corpo.
Tantos anos e ainda assim.

De repente um pavor em tornar-se amargo. O tempo, o tempo. Quem é você?
I'd have breaked your heart.
and I would have loved you.

Ele a percebia de uma forma estranha. Ela mal podia olhar. Será que sempre fostes tão maior assim? Lembrou-se de como ele a observava. Do dia em que se maquiou. Pareces.

Tempo.

- como pôde fazer isso?
- te amo.

"...e o tempo é uma sanfona, sabe?"

Os risos. Depois o silêncio.
Realmente não há muito a se dizer.

"sinto falta de escovar os dentes ao seu lado".

Me transformei em uma pessoa egocêntrica. Eu num fracasso. Eu tenho medo. Eu mergulhei. Voce viu essa nova cicatriz? Eu gosto. Eu vi o navio. Eu fiz aquela música. você agora canta? Não. Te escrevi. Eu desisti. Nós.

O sono os invadia. E era um sono cheio de carinho. E se acordássemos e tudo estivesse como sempre?

Estou cansada. Eu também.
E já não lembro. Vou com voc...

Os dois adormecem. Os braços e pernas, uma coisa só. Um espamo. Me abrace aqui.
E é tanta coisa que já não se sabe se existe espaço. E é tão muito, que se quebrou.

(Sobe a música.)

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