Saturday, July 14, 2007

dos coletivos.

ontem, a noite toda em um bar as voltas com um amigo sobre a infancia e a educação. as coisas que nos formaram. as coisas mesmo, menos só a conversa psicológica dos pais e mais a escola, o espaço. falavamos sobre o socialismo do bem-estar, do cinema e a mediocridade geral de tanta coisa. e falavamos de nós mesmo e do nosso "mundo". Apesar de achar sempre os termos errados quando se fala com essa linguagem viciada política.
(Lembrei da época de militancia.)
Ainda e sempre as voltas com questionamento algo juvenis, sobre o conteúdo, sobre arte, e depois pensar onde cabe tudo isso.
ainda sem saber.
por agora, hoje, só contentetriste por ter tido uma longa conversa que há tempos não tinha.
É tão bom se ouvir.

aí aproveito pra divulgar uma galera legal que conheci. Uma banda do Belém do Pará, muito boa! boa mesmo!
Os caras conseguiram juntar um monte de coisa: eletrônicos, levada de rap, levada de reggae, a rainha do carimbó, o roqueiro mais antigo do Brasil e coisas a dizer.
Uma galera preocupada com Belém, com a Amazônia, com o mundo, com o "novo" e com a tradição.
Eu penso que juntando tudo que eles juntam fazem um grande panorama do Brasil. Trazem a tradição regional, a tradição do rock (que nao deixa de ser do rock-regional-internacional), passam por um caminho, que passa pela mensagem, pela política e se transforma num som novo, misturado, com algo de rap, algo eletrônico e que é algo bom pra caralho e rico pra caralho.
Ao meu ver todos nós somos um tanto assim. muito misturados. Nao só como brasileiros, mas como seres vindo depois de muita historia (como tudo no mundo).

Ele fazem um som (muito) bom, tentando passar uma mensagem política.
Povo que não tem vergonha de falar sobre a Amazônia no início de um show com um público pequeno. Porque as vezes - e na verdade geralmente - as pessoas não escutam quando se fala. Ninguem tá afim de escutar nada, além das próprias idéias "geniais" - tenho sentido isso.
Aí os caras conseguem fazer musica de qualidade e falar.
E mais os dois: Dona Onete e o Mestre Laurentino. Gênios!
Conversamos durante muito tempo. E haja historia.
composições incríveis e todas guardadas na cabeça (e cá pra mim, no coração).
Dona Onete até dançou pra gente.
Mestre Laurentino, que me ficou desafiando perguntas de geografia (das quais ele sabia todas as respostas e eu só metade)e que depois tocou uma música seguida da outra. A impressão é de que era um longo fio, que ele ia tirando de dentro. Uma lembrava a outra, que lembrava a outra, que lembrava. E era.
Ele sozinho mais a gaita, dá som de uma orquestra inteira.

Parabéns, galera!
Ando pensando muito sobre vocês.

Com vocês (será que alguém lê esse blog aqui?):
Coletivo Rádio Cipó!

www.myspace.com/coletivoradiocipo

1 Comments:

Blogger Carolina said...

Eu leio, e vou ouvir, mas primeiro vou comer, FOME!
Exausta também, ainda bem que já é minha folga, será que consigo te ver? Vou tentar ligar, beijo.

5:27 PM  

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