Sunday, May 27, 2007

não saberia dizer, precisamente, em que momento esse sentimento todo que tinha por você se transformou em outra coisa. Muito mais turva, muito mais odiosa que o próprio amor, que por si só já é tão odioso.
Não saberia e não sei precisar o momento em que abandonei a certeza de falar palavras doces e resolvi dizer outras palavras, de outras formas, e me estagnei diante da incapacidade muda de dize-las como -as- queria.
sempre tive com as boas idéias um grande problema de realização. Pensava em algo lindo, perfeito e quando me via diante do meu próprio resultado o achava odioso. ainda mais do que esse novo sentimento mais odioso que o amor.
não estou morta e passiva. sinto tudo, tudo quanto antes, forte, forte. É que no centro da economia, tudo é ainda mais pronto pra não te fazer sair da cama. E o frio também vem ajudando.
Outro dia sonhei que o sonho ia acabar e eu tinha que juntar minhas coisas. E eu pensava: se soubesse que teria que sair tão cedo, teria me preocupado com as coisas. Agora nao sei onde as deixei.
Acordei com a ressaca de se entregar. E essa expressão horrível que não existe.
hoje eu quase tatuei qualquer coisa.
mas me era intranscodificavel essa vontade de dizer que estou viva, mesmo estando absolutamente morta. de dizer, que passei a sentir por você e pelo mundo algo que não sei explicitar, e que agora, com esse novo tudo, estou mais uma vez estagnada.
perdão.

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