Wednesday, March 28, 2007

a trilha de hoje

dos links da trilha de hoje.
que é mais pra eu nao perde-los do que qualquer coisa.
muito bom! muito bom!



http://www.myspace.com/lufalufa


http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=63049908

Tuesday, March 13, 2007

cartas mofadas

algum dia de 2007, subúrbio de paris


querida amiga,

mando notícia de meus semi-exilos, enquanto imagino em imagens toscas como estaria sua vida por aí. e a de todos mais.
tenho me impressionado com a minha capacidade de acomodação. Tens dias em que acordo tão mal disposta que não levanto da cama. Lá fico, estico um braço leio um livro e espero alguem chegar. As vezes chegam. as vezes, já voltei a dormir de novo. E certa de que o melhor a fazer quando indisposta é não me dispor a nada mesmo.
Esses dias tem sido frequentes.

não me arrependo de nada. Igualmente não ambiciono nada, nesses dias.
Ontem fui pega de surpresa. Uma amiga se aproximou (e eu que nao ando me aproximando de nada se não com uma boa distancia), tirou um cílio e me pediu que fizesse um pedido. pensei, pensei, e pedi para o meu humor melhorar. Que pouca coisa, não querida amiga?

Tenho também, recebido alguns elogios, de ótimo caráter. Pessoas otimas a faze-los, tanto da ordem estética quanto da intelectual. E sabe como é? eu sempre tenho a impressão de que estamos falando de uma outra pessoa.
agradeço com um sorriso cordial, como se falassemos de uma parente minha que já morreu.
Daquelas pessoas que sobem no palco pra receber um prêmio por um parente falecido, sabe?
será que aí as pessoas ainda se dão premios?
nunca entendi bem (mais) esse sistema lógico.

Ao que tudo parece, me disseram, o grande esforço que julgava estar fazendo em me expressar e demonstrar mais o que sinto, foi um grande fiasco. Acho que desisti então. Também, nao poderia haver outro caminho, nesses dias que me sinto absolutamente sem nada a dizer.

Ontem chorei num ônibus, pensava em algo que já mal lembro, ouvindo uma música. Uma mulher que mal conseguia manejar um bebê, tao lindo que dava tristeza, sentada a minha frente. A filha dela veio seguindo ela. Se alojou entre nós. Sorria, mal encarava o bebê mau ajambrado. Eu sorria pra ele. Alguem perguntou para a mulher "é seu?". silencio constrangedor. A menina envergonhada quase como quem levanta o dedo pedindo licença disse: não. ele é meu. E virou os olhos pra janela afora. E me olhou, logo em seguida, pra ver o que achava.
Eu sorri.
ora, não achava nada daquela menina.
mas senti uma dor. Uma coisa que vinha daquela vergonha e não-contato dela com aquele bebê. Com a mãe, que não sabia como deitar a criança. a criança, tão linda.
chorei.
e como desejei sair daquele ônibus.

a vontade de voltar correndo para minha cama tem sido tão mais constante que a vontade de lá ficar, que considero, que nem vale, nem vale.

hoje acordei já à tarde com um susto. olhei o teto e diante da minha incapacidade de me levantar, pensei: estou mesmo péssima.

ó querida, ando tão ácida.
vou acabar escrevendo e fotografando só os mofos das minhas próprias unhas, as minhas pintas falhadas.

- acho que falhei.


assinardo em cruz que eu não sei escrever, como arnesto.


esperando notícias sua dessas terras, que sempre, em outro tempo.
esse tempo. talvez assunto da proxima.
oh, a próxima.

Friday, March 09, 2007

das pesquisas, que não de campo, mas fundamentais em uma manhã desocupada.




(momento kant com disney)

the magnetic fields - Born on a train

Some roads are only seen at night.
Ghost roads, nothing but neon signs.
But some nights the neon gas gets free-
Turns into walking dead like me.

And I've been makin' promises I know I'll never keep.
One of these days I'm gonna leave you in your sleep.
I have to go when the whistle blows-
The whistle knows my name.
Baby, I was born on a train.

I know that you were never young,
And I know you probably won't get old.
But honey, nobody's gonna hurt you anymore.
And nobody's gonna make you wanna die.

But I've been makin' promises I know I'll never keep.
One of these days I'm gonna leave you in your sleep.
I have to go when the whistle blows-
The whistle knows my name.
Baby, I was born on a train.

I'll go one cold and gray morning.
And you won't remember anything.
But some people don't believe in time.
And some of us don't believe in life.

But I've been makin' promises I know I'll never keep.
One of these days I'm gonna leave you in your sleep.
I have to go when the whistle blows-
The whistle knows my name.
Baby, I was born on a train...

Baby, I was born on a train...

Thursday, March 08, 2007

as incriveis pesquisas de campo 2..






as incriveis pesquisas de campo...

Wednesday, March 07, 2007



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e chegariamos a conclusão que de nós, só as migalhas.
um longo silencio frente aos pratos terminados.
eu querendo fugir do teu abraço.
me convenci de algo e todos dias me dou certeza, frente aquele pedaço de papel desenhado meio molhado, meio jogado fora.

não existiu nada, querido.
não existe nada.

e de ti só o que ficou em mim e que não quero.

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Thursday, March 01, 2007

sobre escrever para crianças

diante desse (não tão novo) desafio...
há uma qualquer intuição em mim que sente que posso escrever pra crianças. Que sente que de alguma forma esteja aí o meu caminho para me comunicar com elas.
Depois de um compromisso perdido, resolvi caminhar, e muito caminhando acabei na livraria cultura. Mergulhei na sessão infantil, sem um centavo para comprar nada. Ri com algumas descobertas. Parei diante do pequeno príncipe, lembro de meu pai, contando os anos, avaliando se eu já estava "pronta" pra ler o pequeno príncipe. Era o livro que ele mais queria que eu lesse. E quando li, foi em segredo. Descobri que existem estudos sobre filosofia para crianças. Liguei pra minha mãe, "mãe, você já ouviu falar nesse cara?".
Não tem como pensar em infância sem pensar na minha infancia.
E geralmente tenho um sentimento doce da minha infancia. Tenho lembranças boas, algumas, muitas, re-inventadas por imagens fotograficas, cheiros.
Mas acho que o mais curioso, é observa-las, as crianças.
Acho que sempre tive medo delas. Elas me propoe um espaço sincero diante da minha sensaçao de não conseguir conviver com o mundo. Considero que não entendo nada do mundo delas e não sei como ser diante delas. Da crueldade tao exposta delas, da amoralidade tão exposta.
Cismo que nao sei lidar com crianças, repito, repito, repito.
E todos riem, dizem que é uma grande mentira minha.
O dia em que passei uma tarde girando uma menina nos braços no Porto, o dia em que atrás de uma casinha conversava sobre os principes com duas meninas e um veu de princesa na cabeça... E porque sou eu que trago os presentes infantis, o guarda-chuva patético. Acho que acredito nesse eterno sentimento de infancia mesclado com as durezas da vida de um adulto.
Será um mergulho, e desde já, desde o convite, já está sendo. Peças, fotografias, livros...
Uma deliciosa ironia que a vida me traz, mais uma.
E como eu ria, deliciada, na livraria cultura.
E como sei que minha mãe agora, retoma e organiza alguns livros antigos de minha infancia que ela fez questao de guardar.
O pequeno príncipe. pai, o pequeno príncipe! olha lá!
e a pequena princesa destronada, com um véu roto na cabeça. como ela caminha por essas ruas agitadas, nao parece ser daqui...