Monday, January 29, 2007

reflexões antes de pegar um resfriado.

sentia-se triste porque pensava que nao conseguiria.
como fazer, se deixar ir consciente. ao mesmo tempo?

a felicidade de aprender a compartilhar e construir já lhe era tanta, que tinha medo do copo transbordar.

tomou um gole, e seguiu mais um centímetro.

-nao sei o porque disso.

mas tinha ótimas explicaçoes.

suncinta de palavras se sentia eternamente sem assunto, e percebia que agora, gaguejava algumas vezes.
tremia o corpo outras.

-meu deus, porque sou tão..porque sinto tão...

silenciou.

gaguejando, nao disse quase nada.
contou historias sem interesse.
sorriu triste.
pensou em ir embora, umas tantas vezes, quanto o corpo não deixava.


as vezes lhe tomava de assalto um sentimento de que tudo era mais simples do que ela via. e sentia algo. não animação, nem euforia. Achava que o que sentia era dignidade. pra fazer coisas que não pesadas, não tão definitivas.
ir ate lá. nao ir.
ir embora se outra vez.
leve.me.

-porque a vista da janela continua cinza, mamãe?

achava aquilo tudo - e o seu tudo englobava tudo quanto imaginavel- uma besteira triste. um filme mal feito, um romance mal escrito.
mas, já não sentia vontade de desistir, como antes.
e tinha medo, de que se tirasse essa dor toda, que trazia consigo, não sobrasse mais nada.



glup.

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