Tuesday, January 30, 2007




uma lembrança de portugal.

a stolen one.

and, oh I just can't remember. I just can't remember.
it's hard to explain.

Monday, January 29, 2007

reflexões antes de pegar um resfriado.

sentia-se triste porque pensava que nao conseguiria.
como fazer, se deixar ir consciente. ao mesmo tempo?

a felicidade de aprender a compartilhar e construir já lhe era tanta, que tinha medo do copo transbordar.

tomou um gole, e seguiu mais um centímetro.

-nao sei o porque disso.

mas tinha ótimas explicaçoes.

suncinta de palavras se sentia eternamente sem assunto, e percebia que agora, gaguejava algumas vezes.
tremia o corpo outras.

-meu deus, porque sou tão..porque sinto tão...

silenciou.

gaguejando, nao disse quase nada.
contou historias sem interesse.
sorriu triste.
pensou em ir embora, umas tantas vezes, quanto o corpo não deixava.


as vezes lhe tomava de assalto um sentimento de que tudo era mais simples do que ela via. e sentia algo. não animação, nem euforia. Achava que o que sentia era dignidade. pra fazer coisas que não pesadas, não tão definitivas.
ir ate lá. nao ir.
ir embora se outra vez.
leve.me.

-porque a vista da janela continua cinza, mamãe?

achava aquilo tudo - e o seu tudo englobava tudo quanto imaginavel- uma besteira triste. um filme mal feito, um romance mal escrito.
mas, já não sentia vontade de desistir, como antes.
e tinha medo, de que se tirasse essa dor toda, que trazia consigo, não sobrasse mais nada.



glup.

Sunday, January 28, 2007

notas leves de um mesmo dia

conversas magnanimas levam a conclusoes magnanimas.


"amor é ir com a sua sunga e com a parte de cima do biquini dele pra paquetá"



silencio.



"nem tanto, mas pode-se dizer que sim, de uma certa forma."


gargalhadas.

noticias de hoje




"jennifer aniston está furiosa com os comentários sobre seu nariz"


"claudia leitte usa shortinho e agita"


"brad pitt era mostorista de stripers antes da fama"


"derrotados em prova farão dieta"


"só fui chamado de bebum uma vez na rua, em geral as pessoas querem me levar pra casa e cuidar de mim"


"diCaprio diz que pensou em desistir do cinema após Titanic"


"foi por amor a arte"


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k-eu de manhã.
risadas e carinho.
o mundo anda tao inaceitavel.
e as desculpas e fugas, ainda mais.
só nos restam os pequenos gestos, devagar.

Saturday, January 20, 2007



nine out of ten movies stars make me cry.


...


"Que se cumpra o que foi idealizado. Que acreditem. Que se riam das suas paixões. Porque o que consideram paixão, na realidade não é energia espiritual, mas apenas uma fricção entre a alma e o mundo externo. O mais importante é que acreditem e se tornem indefesos como crianças, porque a fraqueza é grande, enquanto a força é fútil. Quando uma pessoa nasce é fraca e flexível; quando morre, é forte e dura. A dureza e a força são acompanhantes da morte. Flexibilidade e fraqueza são a frescura do ser. Por isso, quem se torna duro não vencerá."

"lamentavelmente não há outro caminho"

Stalker.



..........


I'm alive, and vivo vivo vivo muito vivo.

Monday, January 15, 2007




eu nunca sonhei que voava.
e o ironico é que sempre andei um pouco fora do chão.

Sunday, January 14, 2007

(foto de ana rita. e fotoshopes de chelo. merci mon cher.)


preciso comprar um ventilador.


escutando o barulho de um desses antigos na casa de mamãe, cheguei a conclusão de que eu preciso de um. pra por em frente a cama. e ficar acalmando, ac-alman-d-o, a-c-(alma-ndo)... com o zum zum constante e grave que ele faz.
como ninguém mais sabe fazer.
as vezes parece até ser de sair palavra. mas é em lingua linda, estranha, particular... língua de ventilador. e eu que mal entendo a minha.


senti vontade de apagar tudo.
quase apaguei.
mas é que sempre fui tão covarde, que tive medo de ser covarde.
e deixei.
depois passa, me disseram.
e entre a agitaçao falsa e a tristeza que paralisa, eu acho cá pra mim que nunca é que chega esse dia de passar.


preciso muito de um ventilador. e o meu, vai ser daqueles antigos, de metal azulado. vou pendurar alguma coisa nele...mas, o que?


não sei porque resolvi rever pessoas de tanto tempo. telefonar praquelas que já haviam me esquecido por completo.
dizer que estou aqui...
talvez a fim de descobrir que ainda estar aqui pra mim é muito mais doloroso que pra todas elas juntas...


já sei, vou por uma fita do senhor do bonfim.
que é pra acreditar.


por esses dias, ontem, ou hoje, não sei, passei em frente ao nosso santuario, que em vez de velas e imagens, sempre foi só um quarto, meio apertado, de paredes amarelas. sempre a nos enganar no tempo. tinha um canto de tomar café. e nada mais.
a gente achava que o amor era revolucionário na época.
quer dizer, voce achava. eu nao.
e agora, sem mais saber nem nada, com revoluçoes ao meio, passei lá em frente. e até achei te vir sair de lá. e quando vi que eu nao estava ao teu lado, entendi que nao eras tu.
que aquele santuario nunca foi mais nada que um quartinho mal iluminado, enquanto a gente nao la estava.
e o engraçado é que mesmo assim, santuário ou quarto, ele ainda segue lá, de pé. mesmo sem a gente.
acho que é esse amor que a gente sublimou, e que virou algo assim, que existe maior que o eu. que o você... mais forte que parede.


talvez o meu ventilador, o meu, de metal azulzinho, daquela cor de novo velho e com fitinha do bonfim, não quebrasse nunca. seria lindo, disse ela infantil.



me perdi.
fiquei só, com essa sensaçao intensa, que só nessa cidade se tem, de poder apalpar o tempo. de comer ar com gosto, com cheiro e quase com sabor.
sei lá. acho que o rio sempre tem esse tempo de quase pegar nas maos, o bafo com vento que embrulha o estomago.


acho que perdi tanta coisa por medo. e por desatençao,
que melhor é não comprar ventilador.


-mas, por que?
-era capaz d-Eu quebrar.

Tuesday, January 09, 2007

balanceando o balanço...

céus,
passei o dia todo tentando escrever no blog. mas parece que daniela cicarelli quase conseguiu gerar o verdadeiro bug do milenio.
nada aconteceu, seguimos esperando o bug que nao vem. e eu, perdi a inspiraçao e a vontade de postar o que ia postar.

foi mais um dia em que eu não arrumei o meu quarto e não sentei pra escrever o que queria. por outro lado, pensando muito sobre o roteiro, e sobre roteiros.

nao gosto nada do meu ultimo post, o que me faz desanimar um pouco. tenho escrito coisas desinteressantes acho, mas talvez por estar tentando agitar a vida, mesmo que com a decisão de ter certa calma.

será esse post um certo balanço?
meu deus, agora sou uma pessoa de balanços.

ando aproveitando as lufadas de animaçao para sair e ver os amigos de quem sinto saudade.

em breve vou ao Rio, rever minha mãe, meu avô.
como sinto saudades daquele velinho que a cada dia que passa fica mais e mais rabugento. grande exemplo!


no suburbio de paris, roupas pelas cadeiras.
livros por todos os cantos.
e pedaços de sentimentos e lembranças.
muitos pensamentos, e uma ausencia de sono que já beira ao exagero.
e entre uma leitura e um pensamento, o verão brasileiro invade, com um vento rajante que adentra pela janela.

as vezes quase choro, e durmo.
as vezes, mpb4 a soar na vitrola faz pensar mais.
ivan ilitch caminha lento.

e eu fumo como nunca, em meio a tosses roucas.

Sunday, January 07, 2007

por fim, ao ver o dia amanhecer, mais um vez. diante da incapacidade de sono, chorou.

Saturday, January 06, 2007

palavras perdidas no ano que vem....

primeiro era a dor de não sentir. socorro.
depois, acustuma-se.
e eu acostumo a tudo, o que em vez de qualidade é mesmo defeito.

a seguir, o pavor. de perceber que ainda se pode.
e se for, apenas de um jeito. arrebatador. sem sobrar pedaços.
essa vida que não deixa a gente ter certezas.
e enlouquece.

sentia vontade de chorar, mas ela não choraria. ainda não.


-eu não aguento mais.
-o que?
largo silencio.
-sentir. as coisas assim. elas...
silencio do outro lado da mesa. expressão em branco.
nao lhe entendiam. nao lhe entenderiam.
e ela, seguia buscando que alguem entendesse?


"voce é louca. você é muito louca!"
riu. suspirou. foi olhar seus cabelos, despenteados, recém molhados, frente ao espelho.
afinal, algum valor naquilo tudo?


ela é muito louca. ela é cheia de manias, e é a pessoa mais medrosa que conheço! e desconfiada, ela! vejá só a senhora, que ela passa um dia assim, sentindo coisas pela metade, perdendo tempo, tentando buscar um olhar que diga mais alguma coisa. que denuncie.

nao me escrevestes nada, e na verdade, nada tenho a te dizer também.
e pior do que esquecer é ter de lembrar.

é que não tenho tido sono.
sempre pronta a levantar, não mais que a sombrancelha, o dedo e os pelos, que arrepiam.


e ela ainda agora prendia o choro.


o mundo está a correr lá fora, querido.
a chuva, os carros, os sonhos.
e aqui dentro é como concha, o resquício de pérola, que empedra e empedra. em meio a tanta lama.
nao tens ideia do quão crucial é tudo isso, ó querido.


-não tem graça nenhuma, ela.
-pois. eu é que não queria ser ela.