Friday, September 29, 2006

impressões do Rio 2

agora mesmo olhei pra fora da janela desse mesmo apartamento onde vivi muitos anos e vi, além do sol, pétalas, muitas pétalas daquela flor que voa quando bate vento. Lembro-me de pequenina em Petrópolis a caçar flores assim, pra soprar e gargalhar, quando via a planta toda desfeita no ar.
Aqui ao lado, tem um árvore dessa planta, e as pétalas, sem vergonha, entram janela adentro grudando em meus cabelos.

Hoje vou a praia, vou respirar e vou ver o meu avo, tão querido.
Talvez o Rio seja um lugar mais agradável para não se fazer nada.

Camila e eu conversamos ontem um bocado sobre coisas importantes. É bom ouvir alguém que pensa e vê algo próximo, ou no mínimo entende. As duas respiraram aliviadas a caminho do cine palácio: que bom que eu não sou tão louca assim.eutambém!

chegamos ao cinema e karin disse que seu filme era para todos que acreditavam em uma utopia. rimos, cúmplices.
o céu de suely começou.
lindo, lindo, lindo!
Ainda não sei o que eu poderia dizer sobre ele.
genial.
assim que se faz cinema. isso é que é cinema. (não bellini)
penso que gostaria de trabalhar assim, em um filme assim. "com substância" como disse camila. Será que é possível, meu deus?

Adentramos a noite na minha casa - o Lamas - conversando sobre as nossas famílias, e ainda a pensar no estado do mundo.
acho que acordei um pouco aliviada, e não sei avaliar se por ver sol e respirar um ar mais leve, ou se por ter deixado ali no café do Odeon, uns três quilos que trazia comigo.

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