Friday, February 13, 2009

show no studio ontem

O povo do Mula Manca e a Fabulosa Figura (http://www.myspace.com/mulamanca) fez um projeto paralelo cantando versões das músicas de chico buarque. Até Pedro Pedreiro eles tocam. E ainda põe radiohead, yann tiersen e chico science no meio disso tudo.
muito bom!


http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewProfile&friendID=383923195

Saturday, October 25, 2008

romulo froes! muito bom!

http://www.myspace.com/romulofroes

Monday, September 22, 2008

eu sei que-m- és - por tua sinceridade

Eu não sei mais sobre aproximar-se de suas raízes.
Penso em gerações, em significações, e me resta o amor.
Quase nunca somos sinceros.
(porque voce fala em feminino e eu em masculino?)
Estou sofrendo de um "mal" que achei que nunca ia sofrer. Sinto ciúmes. O sentimento mais burguês e anti-amor do mundo. Como você disse, reacionária.
Ao mesmo tempo, acho que posso provar o amor ao mundo. VIVA A REVOLUÇÃO!
E ao mesmo tempo, a solidão e o medo de abandono que tenho são tão imensos, que não sei como poderia funcionar um arranjo assim, dividir o tempo inteiro em dois-um, dividir tudo em dois-um, dividir-se.
Em um segundo, não há mais o que se justificar.
é sentir-se-o-outro
Como o amor, que é totalmente diferente, mas talvez esse sim, incondicional (existe?), que sinto por vocês.

(É engraçado responderes no feminino e eu, no masculino)


com amor,

eu (sem sexo)

Saturday, August 16, 2008

Buildings
Regina Spektor

He was a husband who drove his wife home drunk from the parties
He was a husband who drove his wife home
And in the car he would gently lean her head on the side door window
And in the bathroom he would hold her hair back and hope, saying;

They build buildings oh they build buildings oh they build buildings
So tall these days

And in the morning she'd wake up and crouch recollections all day
But she would always always wake up the next morning
And he'd take one look at her a say baby that's ok
And her conscience would issue yet another last warning, saying;

They build buildings oh they build buildings
Oh they build buildings
So tall these days

And she would ask for time
And she'd ask for time
And she would ask for time
And she would beg for time,
And she would beg for time
And beg for time and call it a gift
And he would give her time
And he'd give her time
And he would give her time
And he'd give her time
But time is not given and time is not taken
It just sifts through its sift

And it was coffee and coffee and coffee
And coffee and coffee and coffee some more
He'd go to work and she'd take a sick day and rot at the core
And by the time he came back
She'd scrub the bathroom and make it smell like pine
It would be almost as if nothing had happened
And he'd give her time, saying;

They build buildings, oh they build buildings, oh they build buildings,
Oh don't they build buildings, oh they build buildings,
They build buildings so tall these days

And she would ask for time
And she'd ask for time
And she would ask for time
And she would beg for time,
And she would beg for time
And beg for time and call it a gift
And he would give her time
And he'd give her time
And he would give her time
And he'd give her time-
But time is not given and time is not taken
It just sifts through its sift

He was a husband drove time home pine scrub bathroom window
Don't they build buildings so tall these days...

Thursday, June 26, 2008

as suas roupas misturadas com as minhas. a minha blusa, minha calcinha, enroladas em sua camisa, tantos números maior.
minha boca, minhas palavras, todas infectadas de você.

descobri hoje que entra um vento frio por debaixo da porta da frente da sua cama.
você não estava. Tive vontade de voltar a dormir e deixar o mundo ir, por conta dele, sem mim. Não mais por meu dedo dentro do buraco das formigas, não olhar dentro do mar, sem vento.

o telefone tocou.
que horas são?

o cheiro, o nariz e a boca. As roupas todas com resquícios de você.
o edredon cheio de nós. Cheiro de resto do sexo que fizemos ontem, de dores que sentimos e de noites bem ou mal dormidas. Você me abraçava e sorria.
Não te vi essa noite. Dormias?
Percebo o tamanho que você já faz parte quando vejo esse pequeno gesto: minhas roupas se enroladando com as suas.
e nada que eu possa fazer além de sorrir.

Wednesday, June 25, 2008

mario cravo neto

Tuesday, June 24, 2008

o corpo dela estendido no chão. O pior da presença é que ela não cessa em anunicar a ausência.
A gente se habitua à tudo - disse. Fingindo não tremer, perdida.
Até hoje não conseguira chegar à conclusão, se tremia de amor ou de medo. Toda vez assim, igual. Sentia. Tremia.

Você seria incapaz de afundar em toda a merda em que me transformei.

-Do que você está falando?
-Eu não sei cuidar.
-De quem?
-De mim eu sei. De todo o resto.

O corpo dela estendido na cama, nú. Os bicos dos seios rígidos do frio que faz dentro. Uma lágrima de pedra que virara quase um estandarte podre e decadente.
Eu queria poder te mostrar todos os pontos, os cantos, as coisas. Eu queria te mostrar o mundo. O meu mundo. Eu queria ter força e me sentir forte. Mas, na maioria do tempo, só me sinto chata. Branco, as vezes.
Como foi que fiz pra chegar aqui?
Falta-te senso de contrução.
tijolo, tijolo.
A estrutura a desmoronar-se e ela.
ela tremendo no chão.
choras?